De acordo com o Relatório Anual sobre Pena de Morte, divulgado hoje (27), o número de executados teve um "acréscimo significativo" no ano passado, quando comparado ao ano anterior. Praticamente todos os países citados na lista faz parte da Classificação da Perseguição Religiosa, ranking que revela as nações que mais perseguem os cristãos.

O caminho para a abolição da pena de morte no mundo sofreu "alguns retrocessos difíceis" em 2013, conclui o mais recente relatório da Anistia Internacional, que contabiliza pelo menos 778 pessoas executadas em 22 países.

Como em anos anteriores, esse número não inclui "as milhares de pessoas executadas na China", onde a pena de morte é considerada "segredo de Estado", não havendo estimativas confiáveis que possam ser utilizadas, destaca a organização internacional de defesa dos direitos humanos.

Excluindo a China, cerca de 80% das execuções registradas no mundo ocorreram em apenas três países: o Irã, Iraque e a Arábia Saudita. A Anistia também não conseguiu confirmar se houve execuções judiciais no Egito e na Síria.

Em 2013, o número total de países que aplicaram a pena de morte subiu para 22, recorrendo a métodos como decapitação, eletrocussão, enforcamento, fuzilamento e injeção letal.

Quatro países voltaram a recorrer à pena de morte, após anos de intervalo: a Nigéria, o Kuwait, a Indonésia e o Vietnã e foram registradas execuções públicas em quatro: a Arábia Saudita, Coreia do Norte, o Irã e a Somália.

No ano passado, pelo menos 1.925 sentenças de pena capital foram proferidas em 57 países, com aumento em relação a 2012, e pelo menos 23.392 pessoas estavam em corredores da morte.

Não houve registro de execuções na Europa e na Ásia Central e, pela primeira vez desde que a organização recolhe dados sobre pena de morte, os corredores da morte em Granada, na Guatemala e em Santa Lucia estavam sem prisioneiros.

Três dos países que executaram pessoas em 2012 não o fizeram em 2013 – Gâmbia, Paquistão e Emirados Árabes – e outros Estados perdoaram ou mudaram penas capitais.

Onde seguir a Cristo pode custar a vida
Os dez países mais hostis aos cristãos tratam-se de nações que passam por sérios problemas em seu governo: Somália, Síria, Iraque, Afeganistão, Paquistão e Iêmen. Junto a eles, Coreia do Norte, Arábia Saudita, Maldivas e Irã completam a primeira dezena de países em que ser cristão é, praticamente, uma prova de resistência.


Atualmente, cerca de cem milhões de cristãos são perseguidos; em média, cem indivíduos cristãos perdem sua vida a cada mês em razão de sua fé em Jesus Cristo.


*Com informações da Agência Lusa